Sobre a Revista
Política Editorial da Revista Comunicação em Ciências da Saúde (CCS)
1. Política de Foco e Escopo
A Revista Comunicação em Ciências da Saúde (CCS) é um periódico científico vinculado à Escola de Saúde Pública do Distrito Federal (ESP-DF), publicado em formato eletrônico e com periodicidade trimestral. Criada em 1990 com o título Revista de Saúde do Distrito Federal, a revista passou a adotar, em 2006, a denominação atual, refletindo a ampliação de seu escopo editorial e o fortalecimento de seu compromisso com a disseminação do conhecimento científico na área da saúde.
A CCS tem como missão promover a divulgação de pesquisas científicas, análises críticas e experiências relevantes que contribuam para o avanço do conhecimento em saúde, para o aprimoramento das práticas assistenciais, para o fortalecimento da gestão em saúde e para o desenvolvimento de processos formativos no campo da saúde. A revista busca estimular a produção científica alinhada às necessidades do sistema de saúde, especialmente no contexto do Sistema Único de Saúde (SUS), promovendo a circulação de evidências científicas capazes de subsidiar decisões clínicas, educacionais e de gestão.
O escopo editorial da revista organiza-se em três seções temáticas principais. A seção Clínica Assistencial publica estudos relacionados à atenção à saúde nos diferentes níveis de cuidado, incluindo pesquisas clínicas, avaliação de tecnologias em saúde e síntese de evidências aplicadas à prática assistencial. A seção Saúde Coletiva contempla estudos nas áreas de epidemiologia, políticas de saúde, economia da saúde, planejamento, gestão e ciências sociais aplicadas à saúde. Já a seção Educação em Saúde reúne trabalhos voltados aos processos formativos na área da saúde, incluindo experiências pedagógicas, educação permanente e continuada e o uso de metodologias ativas de ensino.
O público-alvo da revista inclui pesquisadores, docentes, profissionais de saúde, gestores, estudantes de pós-graduação e formuladores de políticas públicas interessados na produção científica voltada ao campo da saúde.
2. Tipos de Manuscritos
A Revista Comunicação em Ciências da Saúde publica manuscritos científicos inéditos e originais que contribuam para o avanço do conhecimento no campo da saúde. Os textos submetidos devem apresentar relevância científica, rigor metodológico e contribuição efetiva para a prática assistencial, para a formulação de políticas públicas, para a gestão em saúde ou para a formação de profissionais da área.
A revista aceita as seguintes modalidades de manuscritos: artigos originais, ensaios, revisões sistemáticas com ou sem metanálise, overview de revisões sistemáticas, scoping reviews (revisões de escopo), relatos de experiência, relatos de caso clínico, artigos de opinião e entrevistas (estas duas últimas por convite editorial).
Os manuscritos submetidos são avaliados quanto à originalidade, consistência metodológica, relevância científica e contribuição para o campo da saúde. A revista prioriza a publicação de artigos originais, buscando assegurar que a maior parte dos trabalhos publicados corresponda a pesquisas científicas originais.
3. Avaliação por Pares
Todos os manuscritos submetidos à Revista Comunicação em Ciências da Saúde são avaliados por meio de um processo de revisão por pares duplamente anônima (double blind peer review), garantindo a imparcialidade e a qualidade da avaliação científica.
O processo editorial inicia-se com a submissão do manuscrito por meio da plataforma eletrônica da revista, baseada no sistema Open Journal Systems (OJS). Após a submissão, os manuscritos passam por uma avaliação preliminar realizada pela equipe editorial, conhecida como desk review, na qual são verificados aspectos relacionados à aderência ao escopo da revista, ao cumprimento das normas de submissão e à relevância científica do trabalho.
Os manuscritos considerados adequados nessa etapa são encaminhados para avaliação por especialistas externos, selecionados com base em sua experiência na área temática do estudo. Os pareceristas avaliam os manuscritos considerando critérios como originalidade, relevância científica, qualidade metodológica, clareza da redação e contribuição para o avanço do conhecimento na área.
Com base nos pareceres recebidos, os editores tomam uma decisão editorial, que pode resultar em aceitação, solicitação de revisões ou rejeição do manuscrito. Quando revisões são solicitadas, os autores devem encaminhar nova versão do manuscrito acompanhada de resposta detalhada aos pareceres dos avaliadores.
4. Política de Ética, Integridade Científica, Transparência e Boas Práticas em Pesquisa
A Revista CCS adota uma Política de Ética em Pesquisa, Integridade Científica, Transparência e Boas Práticas de Publicação, aplicável a todas as submissões. Os autores são integralmente responsáveis pela condução ética do estudo, pela fidedignidade dos dados, pela atribuição adequada de autoria, pela transparência de financiamentos e apoios recebidos e pela comunicação responsável dos resultados. A Revista CCS orienta suas práticas editoriais pelos princípios e recomendações do Committee on Publication Ethics (COPE), especialmente no que se refere à prevenção e ao manejo de suspeitas de má conduta e ao tratamento de questões pós-publicação. Nesses casos, poderão ser adotados procedimentos editoriais como correções, retrações e manifestações de preocupação (expressions of concern), quando aplicável. O descumprimento desta política pode resultar em rejeição, retratação e/ou comunicação a instâncias pertinentes, quando cabível.
• Pesquisas com seres humanos: Devem estar em conformidade com as Resoluções e Cartas Circulares aplicáveis ao sistema brasileiro de ética em pesquisa, incluindo as disposições da Lei nº 14.874/2024, que institui o Sistema Nacional de Ética em Pesquisa com Seres Humanos (SINEP), e de seu regulamento (Decreto nº 12.651/2025), bem como com as demais normas correlatas. Em estudos conduzidos fora do Brasil, os autores devem observar a legislação e os padrões éticos do país de realização do estudo, incluindo a avaliação por instância equivalente de ética em pesquisa.
• Pesquisas com animais: Devem seguir as normas vigentes de ética em uso de animais e indicar aprovação pela Comissão de Ética no Uso de Animais (CEUA). Em estudos conduzidos fora do Brasil, devem ser observadas as normas e instâncias equivalentes do país de realização.
• Declaração de Helsinque: Quando aplicável, os autores devem indicar que os procedimentos adotados estiveram em conformidade com a Declaração de Helsinque (1975, revisada em 2013). Se houver dúvida quanto à conformidade, os autores devem apresentar justificativa e demonstrar que o comitê de ética aprovou explicitamente os aspectos potencialmente controversos.
• Documentação de aprovação (“IRB letter”/parecer): Qualquer manuscrito submetido à avaliação ética (aprovado, dispensado ou isento) por Comitê de Ética em Pesquisa (CEP), Comissão Nacional de Ética em Pesquisa (CONEP) e/ou CEUA deve incluir cópia do parecer/carta (aprovação, isenção ou dispensa), conforme aplicável, como documento suplementar na submissão. Para estudos conduzidos fora do Brasil, deve ser anexada documentação equivalente emitida por Institutional Review Board - IRB (Comitê de Revisão Ética Institucional) ou por instância ética competente do local/país de realização do estudo.
• Ausência de submissão a Comitê de Ética em Pesquisa ou instância equivalente: Se não houve submissão do projeto a comitê (CEP, IRB, CEUA ou equivalente), isso deve ser explicitado na página de título. Nesses casos, o manuscrito poderá ser analisado editorialmente para verificar se a revisão ética deveria ter sido realizada. O resultado dessa análise pode influenciar a consideração para publicação.
• Consentimento livre e esclarecido: Os autores devem declarar no manuscrito que obtiveram consentimento livre e esclarecido ou, quando aplicável, justificar formalmente sua dispensa/isenção, desde que permitida e documentada pelo CEP, IRB ou instância equivalente. Nos casos de dispensa, o manuscrito poderá ser analisado editorialmente para verificar se a obtenção do consentimento deveria ter sido realizada; o resultado dessa análise pode influenciar a consideração para publicação.
• Informações identificáveis, imagens e permissões: Para manuscritos que incluam informações potencialmente identificáveis (texto, imagens, fotografias, dados clínicos específicos), os autores devem atestar que possuem consentimento informado por escrito da pessoa e/ou representante legal para publicação. Fotografias/imagens de pessoas identificáveis exigem Termo de Autorização de Uso de Imagem, com ciência de publicação impressa e online. Para imagens não originais, ou figuras do próprio autor já publicadas anteriormente, é obrigatória permissão de reprodução e envio ao corpo editorial, quando aplicável. O uso de técnicas de aperfeiçoamento estético de imagens não constitui, por si só, má conduta, mas deve ser evitado. Qualquer alteração de imagem ou figura (por exemplo, realce ou remoção de detalhes, agrupamento de imagens que deveriam ser apresentadas separadamente, ou ajustes que obscureçam, eliminem ou distorçam informações) deve ser explicitamente declarada no momento da submissão.
• Conflitos de interesse, financiamento e suporte: É obrigatória a declaração explícita de conflitos de interesse (se “existem” ou “não existem”) e o envio, no ato da submissão, de declaração contendo potenciais conflitos financeiros e não financeiros, bem como a declaração de financiamento e suporte ao estudo (direto ou indireto). Conflitos podem incluir, entre outros, vínculos empregatícios, consultorias, participação societária/ações, honorários, pareceres pagos, relações pessoais, competição acadêmica ou interesses intelectuais. Essas declarações serão publicadas junto ao manuscrito.
• Plágio, autoplágio e similaridade: A revista pode utilizar software de detecção de similaridade para reduzir risco de má conduta. Plágio (inclusive de dados), autoplágio inadequado e reciclagem indevida de texto podem resultar em rejeição.
• Publicação prévia e sobreposição: Os autores devem informar se o estudo (ou parte substancial) foi publicado anteriormente (inclui preprints, resumos extensos e artigos relacionados) e descrever claramente as diferenças entre o publicado e o submetido.
• Autoria e concordância: Devem constar como autores apenas aqueles com contribuição direta e substancial. O autor correspondente deve manter sob guarda a concordância escrita de todos os coautores com a submissão e publicação.
• Declaração de compartilhamento de dados (pesquisa original): Manuscritos de pesquisa original devem incluir uma declaração de compartilhamento de dados informando se os dados subjacentes estão disponíveis, onde e como acessá-los (incluindo repositório público, quando houver), o escopo do que será compartilhado (dados, dicionário, código, materiais), bem como condições de uso, restrições e eventuais exigências (por exempl, acordo, exigências éticas e Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais - LGPD). Essa declaração será publicada junto ao manuscrito.
5. Direitos Autorais
Os autores mantêm os direitos autorais de seus trabalhos e concedem à revista o direito de primeira publicação. Ao submeter um manuscrito, os autores declaram que o trabalho é original, não foi publicado anteriormente e não está em processo de avaliação por outro periódico.
A reprodução total ou parcial dos trabalhos publicados é permitida desde que seja devidamente indicada a autoria e a fonte original de publicação na Revista Comunicação em Ciências da Saúde. Essa política busca garantir a ampla circulação do conhecimento científico, preservando simultaneamente o reconhecimento da autoria intelectual dos trabalhos publicados.
6. Política de Acesso Aberto
A Revista CCS disponibiliza todos os artigos em acesso aberto imediato, sem período de embargo, garantindo acesso integral ao conteúdo desde a publicação. Não há cobrança para acesso, leitura ou download dos artigos. Qualquer usuário pode ler, baixar, copiar, distribuir e compartilhar os artigos, nos termos da licença adotada pela revista, indicada no próprio artigo, com a devida atribuição de autoria e da fonte.
A manutenção do acesso aberto é viabilizada por apoio institucional e financiamento da Coordenação de Pesquisa e Comunicação Científica da Escola de Saúde Pública do Distrito Federal (ESP/DF) e da Fundação de Ensino e Pesquisa do Distrito Federal (FEPECS), de modo a assegurar que o conteúdo permaneça disponível ao público sem cobrança ao leitor.
7. Política de Licenciamento
Os artigos publicados na Revista Comunicação em Ciências da Saúde são disponibilizados sob licença Creative Commons, indicada em cada artigo publicado. Essa licença estabelece as condições para uso, compartilhamento e distribuição do conteúdo científico publicado.
O licenciamento adotado busca equilibrar a ampla disseminação do conhecimento científico com o reconhecimento da autoria dos trabalhos publicados, permitindo que os artigos sejam utilizados para fins acadêmicos e científicos desde que seja mantida a referência à publicação original.
8. Política de Plágio e Más Condutas
A revista adota medidas para prevenir e identificar casos de má conduta científica, incluindo o uso de ferramentas de detecção de similaridade para verificação de possíveis casos de plágio, autoplágio, duplicidade de submissão ou reciclagem inadequada de texto.
Os manuscritos submetidos podem ser analisados por softwares de verificação de similaridade antes ou durante o processo editorial. Quando forem identificadas inconsistências relevantes, os autores poderão ser solicitados a apresentar esclarecimentos ou realizar ajustes no manuscrito.
Casos confirmados de má conduta científica podem resultar na rejeição do manuscrito, na retratação de artigos já publicados ou na comunicação às instituições de vínculo dos autores, conforme a gravidade da situação.
9. Política de Privacidade e Proteção de Dados
Os dados pessoais informados por autores, avaliadores e leitores no sistema da revista são utilizados exclusivamente para fins editoriais e administrativos relacionados ao funcionamento da publicação científica.
A revista compromete-se a garantir a confidencialidade das informações fornecidas, bem como a adoção de medidas adequadas para proteção e armazenamento seguro dos dados. As informações coletadas não serão compartilhadas com terceiros para fins comerciais ou utilizados para finalidades distintas daquelas relacionadas às atividades editoriais da revista.
10. Transparência Editorial
A Revista Comunicação em Ciências da Saúde adota princípios de transparência editorial e de boas práticas na comunicação científica. Nesse sentido, disponibiliza publicamente informações sobre sua estrutura editorial, incluindo a composição do corpo editorial, as afiliações institucionais de seus membros e seus respectivos países.
A revista também descreve de forma pública seu fluxo editorial, o modelo de avaliação por pares adotado e outras políticas editoriais relevantes para autores, avaliadores e leitores. Além disso, os artigos publicados incluem informações sobre as datas de recebimento, aprovação e publicação, contribuindo para a transparência do processo editorial.
11. Política de Repositórios
A Revista Comunicação em Ciências da Saúde permite e incentiva o depósito de versões dos artigos publicados em repositórios institucionais ou temáticos de acesso aberto, contribuindo para a ampliação da visibilidade e do impacto da produção científica.
Os autores podem depositar versões do manuscrito em diferentes etapas do processo de publicação, incluindo preprints, versões aceitas para publicação (postprints) e a versão final publicada. Recomenda-se que os depósitos em repositórios indiquem claramente a referência à publicação original na revista.
12. Política de Inteligência Artificial
A Revista CCS permite uso limitado de aplicações de inteligência artificial (IA), incluindo processadores generativos de linguagem natural, na preparação de manuscritos. No momento, o uso aprovado é restrito ao apoio de edição do texto (como revisão de linguagem, clareza, gramática, estilo e organização), podendo ser atualizado futuramente conforme a evolução das diretrizes editoriais. Não são usos aprovados: geração de conteúdo textual original (além de ajustes editoriais), geração de hipóteses, busca ou indicação de referências bibliográficas e criação, modificação ou fabricação de dados, bem como qualquer aplicação que comprometa a integridade científica, a rastreabilidade metodológica ou a conformidade ética.
O uso dessas tecnologias deve ser obrigatoriamente declarado no processo de submissão. Além disso, manuscritos publicados que tenham utilizado IA devem conter declaração de transparência indicando o escopo e a extensão do uso, incluindo, quando aplicável, nome da ferramenta, versão do software e nome do desenvolvedor.
Ferramentas de IA não podem ser creditadas como autoras e não atendem aos critérios de autoria, que permanecem de responsabilidade humana, conforme princípios internacionalmente aceitos, como os critérios do International Committee of Medical Journal Editors (ICMJE).
Os autores mantêm responsabilidade integral pela originalidade, veracidade e integridade do conteúdo, incluindo checagem de fatos, citação adequada de fontes e conformidade ética e legal. O uso inadequado ou não declarado de IA pode resultar em rejeição, correção, retratação e/ou comunicação a instâncias pertinentes, quando cabível.



