Transmissão vertical da doença de Chagas no Distrito Federal de 2020 a 2024
DOI:
https://doi.org/10.51723/508bsh13Palavras-chave:
Doença de Chagas; Transmissão vertical de doenças infecciosas; Trypanosoma cruzi; infecção congênitaResumo
Objetivo: descrever a situação de notificação e rastreamento de filhos de mães portadoras de doença de Chagas crônica (DCC) nascidos nos anos de 2020 a 2024. Métodos: Estudo transversal descritivo, realizado no Distrito Federal, incluindo filhos de mães com DCC detectadas no pré-natal entre 2020 e 2024, com idade de até 2 anos, 11 meses e 29 dias no momento da notificação como casos suspeitos no Sinan. Resultados: Houve aumento das notificações e do rastreamento das crianças expostas à doença de Chagas. Persistem, contudo, falhas relacionadas à notificação e ao não rastreamento, indicando fragilidades no cumprimento das diretrizes de eliminação da transmissão vertical. Todas as crianças testadas apresentaram resultados negativos, não sendo identificado caso de transmissão vertical. Conclusão: Os achados reforçam a necessidade de ações contínuas de educação permanente dos profissionais de saúde, integração entre serviços e inclusão da temática da transmissão vertical da DC nas agendas prioritárias de saúde materno-infantil do Distrito Federal.
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