Cloroquina e Hidroxicloroquina no tratamento da COVID-19
Sumário de Evidências
DOI:
https://doi.org/10.51723/ccs.v31iSuppl%201.653Palavras-chave:
Cloroquina, Hidroxicloroquina, Infecções por Coronavírus, CoronavírusResumo
O objetivo deste artigo foi identificar e sumarizar as evidências científicas publicadas sobre o uso da cloroquina, hidroxicloroquina e azitromicina em pacientes em tratamento para o COVID 19. Por meio de uma estratégia sistemática de busca foram identificados os artigos incluídos no presente estudo, sendo o último levantamento de literatura realizado no dia 10 de abril de 2020. As bases de dados pesquisadas foram: Centre for Evidence-Based Medicine (University of Oxford), Pubmed, BVS, Biblioteca Cochrane. De forma complementar, foram consultados estudos postados no medRxiv. Conclui-se que as evidências disponíveis sobre o tratamento com o uso da cloroquina e hidroxicloroquina para pacientes em tratamento para COVID-19 são consenso de especialistas, estudos in vitro e dois estudos clínicos que apresentam sérias limitações metodológicas. Embora alguns estudos iniciais sugiram efeitos benéficos com o uso dessas drogas, ainda não há dados suficientes para afirmar que elas devam ser utilizadas de forma rotineira. Conclusão: Hidroxicloroquina ou cloroquina devem ser indicadas no contexto de ensaios clínicos eticamente aprovados. Não sendo possível a inclusão em um estudo, podem ser consideradas em casos selecionados, de acordo com o estado clínico e os efeitos colaterais da medicação, especialmente em infecções graves e pacientes com fatores de risco para evolução grave da doença.
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