Perfil epidemiológico dos casos confirmados de coqueluche em residentes do Distrito Federal de 2006 a 2024
DOI:
https://doi.org/10.51723/g84vtz93Palabras clave:
Coqueluche. Morbimortalidade. Epidemiologia.Resumen
Objetivo: Descrever o perfil epidemiológico dos casos confirmados de coqueluche em residentes no Distrito Federal (DF), no período de 2006 a 2024. Método: Estudo ecológico descritivo baseado em dados do Sistema de Informação de Agravos de Notificação. Foram analisados casos confirmados de coqueluche segundo sexo, faixa etária, situação vacinal, sinais e sintomas, complicações, critério de confirmação e evolução. Foram calculadas taxas de incidência e letalidade utilizando estimativas populacionais oficiais para o período. Resultados: Entre 2006 e 2024, foram confirmados 1.130 casos de coqueluche em residentes do DF. A maior proporção de casos (61,2%) ocorreu em crianças menores de um ano. A incidência apresentou dois picos no período, em 2014 (8,8 casos por 100 mil habitantes) e em 2024 (8,1 casos por 100 mil habitantes). Em 2024, observou-se aumento da incidência nas faixas etárias de 5 a 14 anos e 15 a 29 anos. Foram registrados 16 óbitos, resultando em taxa de letalidade acumulada de 1,4%, todos em lactentes menores de um ano, predominantemente não vacinados ou com esquema vacinal incompleto. O critério clínico predominou até 2023, enquanto em 2024 houve maior proporção de confirmações laboratoriais. Conclusão: A coqueluche manteve ocorrência contínua no DF ao longo do período analisado, com maior impacto em lactentes menores de um ano. O aumento recente de casos e a mudança no perfil etário reforçam a importância do monitoramento epidemiológico e do fortalecimento da vigilância laboratorial.
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