Perfil microbiológico de hemoculturas em uma Unidade de Terapia Intensiva Neonatal do Distrito Federal
DOI:
https://doi.org/10.51723/ccs.v29i03.310Palavras-chave:
Terapia Intensiva Neonatal, Sepse, Infecção Hospitalar, Microbiologia, Farmacorresistência BacterianaResumo
Introdução: as infecções neonatais são responsáveis por um índice elevado de mortalidade, morbidade e aumento no período e custo da internação. Os sinais são sutis e podem ser confundidos facilmente, possuem evolução rápida e é necessária uma equipe instruída para a identificação e tratamento adequados. Atualmente o padrão ouro para identificar infecções de corrente sanguínea é a Hemocultura. Objetivos: descrever o perfil de incidência, sensibilidade e resistência dos microrganismos isolados em hemoculturas realizadas em uma Unidade de Terapia Intensiva Neonatal de um Hospital Geral do Distrito Federal em um período de um ano (01 de Janeiro a 31 de Dezembro de 2015). Método: trata-se de um estudo epidemiológico de abordagem quantitativa realizado por meio de pesquisa em Prontuário Eletrônico após aprovação por Comitê de Ética. Resultados e discussão: foram analisados 86 prontuários e 212 hemoculturas, duas foram excluídas da pesquisa conforme critérios estabelecidos. 44 (20,9%) hemoculturas obtiveram resultado positivo. Os microrganismos mais incidentes pertenceram ao grupo de bactérias gram-positivas (65,8%) seguidas por leveduras (22,7%) e bactérias gram-negativas (11,3%). O perfil de resistência dos microrganismos mais incidentes evidenciou maior resistência do Staphylococcus epidermidis 2(n=18) aos β - Lactâmicos (100%), Aminoglicosídeos (80,5%), Quinolonas (72,2%) e Macrolídeos (61,1%); quanto ao Enterococcus faecalis (n=4) destaca-se a resistência aos Macrolídeos e Estreptogramina (75%) e à Rifampicina (50%). Conclusão: para que haja um uso criterioso e mais seguro da antibioticoterapia é necessário o conhecimento acerca do perfil microbiológico da unidade, a fim de evitar resistência e melhor direcionar ações de controle e prevenção.Downloads
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