Perfil epidemiológico dos casos confirmados de coqueluche em residentes do Distrito Federal de 2006 a 2024

Autores/as

  • Renata Cristina Freitas Rebelo Secretaria de Estado de Saúde do Distrito Federal
  • Geila Márcia Meneguessi Secretaria de Estado de Saúde do Distrito Federal
  • Anna Paula Bise Viegas Secretaria de Estado de Saúde do Distrito Federal
  • Marília Higino de Carvalho Secretaria de Estado de Saúde do Distrito Federal
  • Fábio Carvalho Pelicioni Secretaria de Estado de Saúde do Distrito Federal
  • Caio Ludwig Wanderlei Secretaria de Estado de Saúde do Distrito Federal
  • Gabriel Lobato Cardoso Costa Secretaria de Estado de Saúde do Distrito Federal
  • Renata Brandão Abud Secretaria de Estado de Saúde do Distrito Federal

DOI:

https://doi.org/10.51723/g84vtz93

Palabras clave:

Coqueluche. Morbimortalidade. Epidemiologia.

Resumen

Objetivo: Descrever o perfil epidemiológico dos casos confirmados de coqueluche em residentes no Distrito Federal (DF), no período de 2006 a 2024. Método: Estudo ecológico descritivo baseado em dados do Sistema de Informação de Agravos de Notificação. Foram analisados casos confirmados de coqueluche segundo sexo, faixa etária, situação vacinal, sinais e sintomas, complicações, critério de confirmação e evolução. Foram calculadas taxas de incidência e letalidade utilizando estimativas populacionais oficiais para o período. Resultados: Entre 2006 e 2024, foram confirmados 1.130 casos de coqueluche em residentes do DF. A maior proporção de casos (61,2%) ocorreu em crianças menores de um ano. A incidência apresentou dois picos no período, em 2014 (8,8 casos por 100 mil habitantes) e em 2024 (8,1 casos por 100 mil habitantes). Em 2024, observou-se aumento da incidência nas faixas etárias de 5 a 14 anos e 15 a 29 anos. Foram registrados 16 óbitos, resultando em taxa de letalidade acumulada de 1,4%, todos em lactentes menores de um ano, predominantemente não vacinados ou com esquema vacinal incompleto. O critério clínico predominou até 2023, enquanto em 2024 houve maior proporção de confirmações laboratoriais. Conclusão: A coqueluche manteve ocorrência contínua no DF ao longo do período analisado, com maior impacto em lactentes menores de um ano. O aumento recente de casos e a mudança no perfil etário reforçam a importância do monitoramento epidemiológico e do fortalecimento da vigilância laboratorial.

 

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Publicado

2026-03-18

Cómo citar

1.
Perfil epidemiológico dos casos confirmados de coqueluche em residentes do Distrito Federal de 2006 a 2024. Com. Ciências Saúde [Internet]. 18 de marzo de 2026 [citado 18 de marzo de 2026];37(01). Disponible en: https://revistaccs.espdf.fepecs.edu.br/index.php/comunicacaoemcienciasdasaude/article/view/1913

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